terça-feira, 21 de junho de 2011

Historia das Festas Juninas: Tema dos Bacanas da Amauri2011


       De onde vem a quadrilha? Não há dúvida alguma que ela chegou ao Brasil
através da França. O próprio pesquisador Mário de Andrade a define como "dança
de salão,  aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada
também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo 
Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador 
de dança. O acompanhante tradicional é a sanfona".
      Os estudiosos e pesquisadores musicais dizem que ela foi introduzida no
Brasil no século de 19, com a vinda da Corte Real Portuguesa e com as várias missões
culturais francesas que estiveram no país na mesma época.
      E a quadrilha chegou, a São João, Santo Antônio e São Pedro.
      Para não mais deixar.
      Hoje já se sabe que a quadrilha, apesar de sua difusão francesa, tem origens
um pouco diferentes.
      Estudos comparativos, realizados, principalmente por pesquizadores musicais, 
colocam o nascimento da quadrilha na Inglaterra. Foi naquele país, por volta dos séculos
13 e 14, que teria surgido uma dança popular, executada pelos que trabalhavam no campo.
      Era uma dança camponesa, uma dança roceira, uma dança rural.
      E o que é campo, roça, rural em inglês? A resposta é "country" e a dança executada
pelos camponeses era uma "country dance" que nós poderíamos traduzir, ao pé da
letra, em português do Brasil, como sendo uma dança roceira, uma dança rural, uma
dança caipira.
      A medida que foi se popularizando, principalmente no Brasil e em Portugual, o
nome "quadrilha" foi começando a ser usado, seguindo, aliás, uma terminologia utilizada
na Espanha e na Itália, onde identificava a contradança, dançada por quatro pessoas.
Desta "quadrilha de quatro" derivou a "quadrilha geral".  É preciso Casar      
     O casamento na roça, uma teatralização que, quase sempre, acompranha e integra uma
festa junina, não possui, necessariamente, um modelo único.
     Apesar desta varição, há personagens que quase sempre nunca faltam. Claro, o "noivo
e a noiva" não podem faltar. Os pais da noiva, principalmente o pai, armado com uma 
espinguarda daquelas de carregar pela boca, para forçar o noivo a "cumprir o dever".
    Os pais do noivo, uma namorada também do noivo, que tenta, na última hora, não deixá-lo
casar, amigos e amigas do casal, estão sempre presentes.
    E o padre, evidentemente. Como se pode ter casamento na roça sem o seu vigário?
Bonachão e transformando-se na figura mais improtante da festa, contando, para isso, com a 
importante contribuição de uma viúva beata.
    O casamento termina em quadrilha. 
É HORA DA QUADRILHA!
    A quadrilha é o momento mais esperado da festa. 
   Depois de casar os noivos, começa o arrasta-pé. 

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